Trajeto Líbia-Itália é a nova preocupação da Europa


O trajeto Líbia-Europa é um dos mais perigosos do mundo segundo dados da Nações Unidas. Apesar disso,  ele é também um dos que mais recebe imigrantes ilegais africanos no mundo. Segundo dados (2014) da organização mais de 170 mil pessoas atravessaram o Mar Mediterrâneo (das quais mais de 3000 morrem) em busca de alcançar a Itália ou Malta.

O grande motivo para correr esse grande risco sempre foi almejar uma vida estável no Velho Continente, entretanto, o avanço do Estado Islâmico (saiba o que é o grupo) pode ser um novo motivador que jé preocupa a União Europeia e principalmente a Itália.

Por que pela Líbia?


A Líbia é um país do continente africano que assim como a Itália e Malta é banhada pelas águas do Mar Mediterrâneo (como pode-se ver no mapa). Deste modo a travessia vida barcos seria uma das melhores formas de alcançar a Europa. Além do mais, durante o trajeto há diversos pontos de parada (como a ilha italiana de Lampedusa) que podem ajudar a combater os riscos.


Como que o Estado Islâmico colaboraria para o aumento desta migração?


O EI tem se aproveitado desse território pois desde a morte do ditador Muammar Gaddafi para controlar boa parte do território. Com dois governos paralelos totalmente descentralizado a Líbia virou uma desordem.


Sabendo disso, o grupo terrorista passou a atuar com veemência no território e na semana passada publicou em seus veículos de informação um vídeo da decapitação de 21 cristãos egípcios na costa líbia. Assim, nota-se que o medo se juntará à fome e à miséria como motivador para escapar do continente africano. Cristãos da Eritréia e da África subsaariana são os cidadãos mais em foco que poderiam tentar essa travessia.

Como se desdobra essa situação?


O Estado Islâmico já sofre diversas represálias do Egito pelo ato contra seus cidadãos, contudo, já anunciaram que não pretendem receber ataques europeus (principalmente italianos). Caso contrário, segundo comunicado de interprete oficial do grupo, seria enviado meio milhão de imigrantes ilegais (dos quais dentre eles poderia haver terroristas).


Vendo isso, o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, já indicou que planeja fortalecer as fronteiras além de pedir ajuda da ONU. Agentes da Organização Internacional de Migração (OIM) já intensificaram suas ações e agora pretendem mostrar bandeiras do Estado Islâmico aos imigrantes ilegais para saber se há relação das migrações.

Vejo assim que o Estado Islâmico que parecia enfraquecido na Síria e no Iraque procura ganhar fronteiras para outro lado e agora ameaça mais o mundo ocidental. O desgoverno da Líbia favoreceu tudo isso e é melhor que as ações italianas e das Nações Unidas seja mais rápida do que a marcha expansionista dos jihadistas.

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