Um pouco de tudo (001) - Reeleição do Likud


Ausente nos últimos dias, o [Rotação] não pôde comentou a polêmica e apertada vitória do Likud, partido do "reeleito" primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no Parlamento Israelense (Knesset). Entretanto, seus reflexos e reações vem na primeira edição desta nova seção do blog nomeada "Um pouco de tudo".

O intuito desta nova coluna (se é que se pode chamá-la assim) que virá ao ar todas as terças-feiras, é de comentar rapidamente algum (ou alguns) pontos de determinado assunto. Junto de manchetes de renomados veículos comunicativos mundiais, o [Rotação] colocará em pauta de forma crítica alguns temas que não possuem conteúdo para um post explicativo completo, mas que merecem menção.

Retórica de Bibi impede a paz, diz Obama

O primeiro-ministro parece não desagradar mais apenas os palestinos. A Casa Branca (junto de Mahmoud Abbas e o mundo) olha de forma mais desconfiada ao chefe de governo israelense depois de afirmações racistas e segregacionistas e dão um pé atrás quando o assunto é negociar com Israel. Para piorar, Netanyahu ainda alegou (com o principal intuito de angariar votos) que negaria a criação de um estado palestino, o que pode se tornar verdade agora que está alinhado com o ultra-sionista Naftali Bennet. A esperança era a União Sionista (de centro-esquerda) mas o jeito será assistir um possível (re)povoamento da Cisjordânia.

Netanyahu apologises for warning about Arabs voting in election

Ele ainda pediu desculpas pela segregação, mas será tarde? O problema não é a direita assumir Israel, o problema é ela não permitir e discriminar os palestinos vizinhos ou que ali vivem.

"Sua expressão de arrependimento é nada mais do que um gesto vazio destinado a permitir a sua e de seu governo continuou governança racista" - porta-voz do Joint List, coalização arabe-israelita que hoje é o terceiro grupo com mais cadeiras no Knesset.

Obama could force Netanyahu to bring Herzog into his coalition

Vendo a vitória de Netanyahu parecer se consolidar dias antes da reeleição efetiva, Obama já se aproximou para tentar encontrar um meio termo entre o radicalismo sionista e a causa moderada defendida pela Casa Branca. A "invasão" de membros da União Sionista (e uma indicação de Herzog - líder trabalhista - para o cargo de Foreign Minister) pode ser um bom caminho afim de evitar novos conflitos mais pesados. O problema é a situação ver esse ponto com bons olhos.


Para Abbas, solução de 2 Estados é impossível com Netanyahu


Vale ainda ver que Abbas deixou seu ponto.

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