O Oriente Médio sempre foi uma área que apresentou um enorme receio para a população ocidental. Lá se concentra um número relativamente alto de grupo terroristas anti-ocidente que fazem temerosos ataques à população ocidental. Um destes grupos é o Estado Islâmico antes conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS) ou em árabe Grupo Daesh.
Esse é um grupo que tem causado terror no mundo inteiro devido a barbárie com que atua matando reféns estrangeiros e influenciando jovens a se mudarem para seu território afim de se tornarem combatentes. É uma organização que já possui enorme poder e assombra grandes potenciais que sofrem com o receio de ataques em seus territórios. Por isso, é importante conhecê-los e para isso apresento um guia básico sobre o Estado Islâmico.
Quem são?
O Estado Islâmico é uma organização terrorista muçulmana sunita seguidora da seita extremista wahabbista com combatentes de diversas nacionalidades que conta inclusive com a presença de diversos jovens europeus. Jihadistas, eles tentam expandir a fé muçulmana e ortodoxos do modo que são massacram povos religiosamente diferente como cristãos, judeus e até mesmo muçulmanos xiitas ou sunitas que não os apoiam.
Como surgiram?
Em seu início eram apenas uma célula da Al Qaeda e de outros grupos insurgentes atuante no Iraque e suas fronteiras com a Síria, entretanto com o passar do tempo e a explosão da Guerra Civíl da Síria ganharam força para se expandirem.
Aproveitando o apoio ocidental para combater o governo sírio de Bashar Al-Assad, tiveram capital suficiente para combaterem exércitos e anexarem territórios. Além disso, a impopularidade de Assad o fez sem o menor planejamento fortalecer o grupo ao esvaziar cadeias e libertar centenas de rebeldes (dentre eles alguns terroristas) como prova de bondade e de democracia.
Com todo esse poder conquistado não se limitaram a dominar pequenos territórios iraquianos e se expandiram para boa parte da Síria chegando meses atrás a dominar cerca de metade do território sírio e quase um terço do Iraque. Desta forma conseguiram dinheiro com saques a bancos e a tomada de algumas refinarias de petróleo.
Na região por eles constada foi proclamado um califado, ou seja, um território de fé islâmica comandado por um califa, no caso, Abu Bakr Al-Baghdadi, um dos homens mais procurados pelos Estados Unidos. Deste modo, o grupo mudou seu nome e passou a ser conhecido apenas por Estado Islâmico, o qual tem sua capital dividida entre a síria Al-Raqqah e cidade iraquiana Mosul.
Como atuam e quais são seus objetivos?
Primeiramente, para agregar combates, fazem como alistamentos ao redor do mundo persuadindo jovens de diversas nacionalidades a irem para os campos de treinamento lutarem ao lado do ISIS. Deste modo, jovens franceses, belgas, austríacos, ingleses (dentre eles Jihadi John, que sempre aparece nos vídeos de execuções) hoje lutam ao lado dos terroristas.
Nas terras em que dominam seguem uma rígida e extremistas interpretação do Alcorão (livro sagrado do Islã) e assim proíbem o consumo de drogas ou bebidas alcoólicas, além de restringir ao máximo o direito das mulheres, as quais devem andar cobertas no dito califado. Vale destacar ainda que os moradores das áreas anexadas são obrigados a se converter ao islamismo radical. Quem não cumprir essas regras pode ser punido com castigos físicos, mutilação, prisão perpétua ou até a morte por métodos incrivelmente cruéis e retrógrados.
Com isso, objetivam recriar o conceito de califado extinto, segundo alguns pesquisadores, com o fim do Império Turco-Otomano. A ideia, contudo, parte de ideias diferentes e segue uma linha totalmente jihadista extremista. O foco hoje é dominar bem a área do Iraque e da Síria, mas o objetivo maior é dominar a área do Levante que inclui a Jordânia, o Líbano, o Chipre, Hatay, a Palestina, parte do Egito e da Turquia e Israel.
Entretanto, para a preocupação mundial, já alegaram pretenderem dominar todas as áreas que já foi de domínio da comunidade muçulmana, incluindo as áreas conquistadas pelos mouros o que colocaria parte de Portugal e Espanha na conta.
Quem são seus aliados e seu inimigos?
Devido a barbárie de seus ataques e a sede de poder, o grupo possui mais inimigos do que amigos. Quem apoia seus ideias normalmente são radicais que antes atuavam sozinhos (lobos solitários) mas hoje pregam o nome do Estado Islâmico e convocam jovens de todo o mundo para atuar na jihad do grupo. Além disso, contam com o financiamento de milionários anônimos oriundos principalmente do Qatar.
Do outro lado encontra-se o mundo praticamente inteiro com maior atividade do ocidente (principalmente Estados Unidos, França e Reino Unido, os quais já tiveram alguns cidadãos mortos), a Jordânia e o Irã (país muçulmano xiita do Oriente Médio).
Quais foram seus principais ataques?
Sabendo que atuam em diversas partes do mundo com o auxílio de radicais simpatizantes do grupo fica evidente que seus ataques também ocorrem ao redor do globo. Além de tomarem territórios no Oriente Médio, os terroristas se dizem responsáveis-simpatizantes pelo ataque a um café em Sydney (Austrália) que manteve diversos reféns por várias horas. Além disso, terroristas por eles treinados atuaram no massacre na sede do jornal parisiense Charlie Hebdo. É importante lembrar ainda que já realizaram alguns sequestros na África e diversas decapitações de reféns ocidentais.
Qual é sua situação atual?
O Estado Islâmico hoje encontra-se extremamente enfraquecido devido aos bombardeios da coalizão ocidental e já perderam centenas de combatentes e líderes. Por isso, utilizam da política do terror se aproveitando das facilidades da internet.
Publicam vídeos de ataques e assassinatos de reféns com mensagens e edições impressionantemente bem feitas afim de amedrontar seus inimigos. Deste modo conseguiram inclusive criar uma briga com a Jordânia ao queimar vivo um cidadão do país mesmo depois de uma troca por uma terrorista iraquiana ser encarada como possível.
Apesar de tudo, hoje eles começam a perder territórios para grupos financiados pelo ocidente (principalmente os EUA) que os combatem por terra. Deste modo, já não dominam mais a curda Kobani e a cidade síria Aleppo.
Para saber mais como é a vida dentro da cidade de Raqqa (ou Al-Raqqah) a capital do califado, assista ao excelente especial do Vice News que levou um jornalista na compania de rebeldes para dentro da perigosa área
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